Ainda com El Niño, próximos 3 meses serão de calor e chuvas acima de média
Mato Grosso do Sul deve enfrentar os próximos três meses com temperaturas acima da média histórica e tendência de chuvas superiores ao normal. A previsão para novembro, dezembro e janeiro indica ainda maior probabilidade de episódios de calor intenso e tempestades severas, em um cenário influenciado pela atuação de um El Niño de intensidade muito forte. De acordo com a análise climática divulgada
Redação Diário Pantanal
20/10/2026, 12:00

Mato Grosso do Sul deve enfrentar os próximos três meses com temperaturas acima da média histórica e tendência de chuvas superiores ao normal. A previsão para novembro, dezembro e janeiro indica ainda maior probabilidade de episódios de calor intenso e tempestades severas, em um cenário influenciado pela atuação de um El Niño de intensidade muito forte. De acordo com a análise climática divulgada pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), os acumulados de chuva previstos para o trimestre variam, em geral, entre 500 e 700 milímetros no Estado.
A distribuição das chuvas não deve ocorrer de maneira uniforme. A passagem de frentes frias ainda poderá provocar períodos pontuais de temperaturas mais amenas. A combinação entre o aquecimento durante o dia e o retorno gradual da umidade, característico da primavera, favorece a formação de tempestades. Esses eventos podem ocorrer de forma rápida e provocar chuvas intensas, rajadas fortes de vento, descargas elétricas e, em alguns casos, queda de granizo. O El Niño, cuja probabilidade de ocorrência em intensidade muito forte é estimada em cerca de 96% na análise apresentada, pode contribuir para modificar os padrões atmosféricos e favorecer condições para episódios de tempo severo.
O risco de incêndios continua exigindo monitoramento. Conforme a projeção do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), grande parte de Mato Grosso do Sul aparece nas categorias de “baixa probabilidade” e “observação” para o perigo de fogo. A região pantaneira, por outro lado, permanece em nível de “alerta”, demandando atenção especial, ações preventivas e mobilização de equipes para reduzir os riscos de incêndios.
Fonte: Campo Grande News



