Adolescente que planejou morte do pai influenciava decisões do Comando Vermelho
A adolescente de 17 anos investigada por planejar a morte do próprio pai, Gilson Santana dos Santos, exercia influência no núcleo responsável pelas decisões do Comando Vermelho na região, segundo as investigações da Operação Descarrilho. Ela morreu junto com outros dois homens durante cumprimento de mandado em uma residência em Nova Andradina, nesta quinta-feira (15), onde os policiais apreenderam
Redação Diário Pantanal
15/10/2026, 12:00

A adolescente de 17 anos investigada por planejar a morte do próprio pai, Gilson Santana dos Santos, exercia influência no núcleo responsável pelas decisões do Comando Vermelho na região, segundo as investigações da Operação Descarrilho. Ela morreu junto com outros dois homens durante cumprimento de mandado em uma residência em Nova Andradina, nesta quinta-feira (15), onde os policiais apreenderam três armas de fogo, munições e a motocicleta apontada como utilizada no assassinato.
Conforme registrado na ocorrência, a polícia identificou que suspeitos de envolvimento nos homicídios estariam escondidos no imóvel ocupado pela adolescente. Os investigadores também apuraram que no local poderiam estar guardadas armas e uma motocicleta supostamente utilizadas nos crimes. Durante a entrada na residência, os policiais encontraram Wermheson Costa Anjos, de 18 anos, conhecido como “Tio Baby”, com uma pistola calibre 9 mm. Segundo o registro policial, ele recebeu ordem para largar a arma, mas não teria obedecido e apontado o armamento na direção das equipes.
Os policiais reagiram para conter a ameaça. Na sequência, durante buscas no interior do imóvel, os agentes localizaram João Lucas Santos Nunes, de 23 anos, conhecido como “Juquinha”, e a adolescente em um dos quartos. Segundo a ocorrência, os dois também estavam armados e teriam apontado as armas para os policiais após receberem ordem para soltá-las, o que provocou nova intervenção. Os três foram atingidos e foram encaminhados ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos.
No imóvel, os policiais encontraram uma motocicleta Yamaha, apontada pelas investigações como o veículo utilizado no assassinato de Gilson, ocorrido em 29 de setembro, em Batayporã. A localização da motocicleta é considerada um elemento importante para o avanço das apurações. Gilson foi morto a tiros no quintal de uma residência na Vila Maria Gonçalves. A investigação aponta a própria filha como principal suspeita de planejar o crime com integrantes do Comando Vermelho. Os levantamentos policiais também indicam que João Lucas tinha registros policiais anteriores em Mato Grosso, incluindo ocorrências relacionadas a homicídio e violência doméstica.
Wermheson, por sua vez, aparecia em registros investigativos ligados à atuação do Comando Vermelho, inclusive por suspeita de participação no chamado “tribunal do crime”, usado por organizações criminosas para impor punições e exercer controle sobre integrantes e outras pessoas. Durante a ocorrência, foram apreendidos uma pistola Taurus G2C calibre 9 mm, um revólver Smith & Wesson calibre .32, um revólver Taurus calibre .38 e 22 munições dos respectivos calibres, sendo uma deflagrada.
A motocicleta Yamaha também foi recolhida. A Operação Descarrilho foi deflagrada para combater uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e esclarecer homicídios recentes em Batayporã. A ação cumpriu mandados em Batayporã, Nova Andradina e Bataguassu, com participação de equipes especializadas da Polícia Civil, da Polícia Militar e apoio aéreo. As investigações continuam sob sigilo para identificar todos os envolvidos nos crimes, incluindo executores e possíveis mandantes.
Fonte: Campo Grande News



