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Acidentes com perfurocortantes na coleta crescem 142% em Campo Grande

Os acidentes envolvendo materiais perfurocortantes cresceram aproximadamente 142% em Campo Grande entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado . O aumento acende um alerta para os riscos provocados pelo descarte inadequado de objetos como agulhas, seringas, vidros quebrados e espetos no lixo doméstico. Segundo a Solurb, concessionária responsável pelos serviço

Redação Diário Pantanal

27/10/2026, 15:15

Acidentes com perfurocortantes na coleta crescem 142% em Campo Grande

Os acidentes envolvendo materiais perfurocortantes cresceram aproximadamente 142% em Campo Grande entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado . O aumento acende um alerta para os riscos provocados pelo descarte inadequado de objetos como agulhas, seringas, vidros quebrados e espetos no lixo doméstico. Segundo a Solurb, concessionária responsável pelos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos na Capital, a presença de agulhas entre os materiais descartados incorretamente tem preocupado as equipes operacionais.

O cenário ocorre em meio à expansão do uso doméstico de medicamentos injetáveis, incluindo aqueles associados a tratamentos para emagrecimento. Os dados mostram uma aceleração das ocorrências ao longo do ano. Somente em setembro de 2026, o número de acidentes foi nove vezes maior que o registrado no mesmo mês de 2025, representando um crescimento de 800%. Já no trimestre entre julho e setembro, os registros triplicaram, e setembro se tornou o mês com mais acidentes de toda a série analisada.

O problema vai além dos ferimentos causados por objetos descartados sem proteção. No caso das agulhas usadas, existe o risco de exposição a material biológico, o que pode exigir acompanhamento médico e exames para verificar possíveis infecções. “Estamos muito preocupados com esse aumento dos acidentes, especialmente com a presença cada vez maior de agulhas entre os materiais descartados de forma inadequada. É um risco para o trabalhador e para toda a sociedade que pode ser evitado com medidas muito simples.

A prevenção começa dentro de casa, com o descarte correto e seguro desses resíduos”, alerta Bruno Velloso, gerente operacional da Solurb. Cuidado com a saúde - Uma perfuração provocada por agulha usada pode levar o trabalhador atingido a passar por protocolos de atendimento médico, exames sorológicos e monitoramento por um período que pode variar de 90 dias a seis meses, conforme a avaliação clínica e o risco de exposição. Além do ferimento, a situação provoca insegurança porque nem sempre é possível identificar quem utilizou a agulha ou a quais agentes biológicos a pessoa pode ter sido exposta.

Os acidentes também podem resultar em afastamentos de trabalhadores, necessidade de substituição de profissionais e impactos na operação de um serviço essencial para a cidade. Embora os coletores de lixo estejam entre os mais expostos, o risco começa antes mesmo de os resíduos saírem das residências. Agulhas, vidros quebrados e outros objetos cortantes descartados sem proteção podem ferir moradores, trabalhadores domésticos e pessoas responsáveis por fechar e transportar os sacos de lixo.

Animais também podem ser atingidos durante o manuseio dos resíduos. O descarte incorreto desses materiais representa um risco adicional em comparação com outros objetos perfurocortantes. Além da possibilidade de ferimentos, as agulhas utilizadas podem provocar exposição a sangue e outros materiais biológicos. Como descartar agulhas e outros materiais - Seringas e agulhas não devem ser jogadas soltas nos sacos de lixo comum. O acondicionamento precisa impedir que esses objetos perfurem embalagens e atinjam quem entrar em contato com os resíduos.

A orientação é armazenar agulhas e seringas usadas em recipientes rígidos, resistentes à perfuração e devidamente fechados. O material deve ser encaminhado a pontos de recebimento apropriados, como unidades de saúde ou farmácias que aceitem esse tipo de resíduo, conforme as orientações locais. Antes do descarte, é importante verificar as recomendações do serviço de saúde ou do estabelecimento responsável pelo recebimento. Agulhas não devem ser manipuladas desnecessariamente nem descartadas soltas no lixo doméstico.

No caso de vidros quebrados, espetos e outros objetos cortantes, a recomendação é utilizar embalagens resistentes e fechadas, devidamente identificadas, para evitar acidentes durante o transporte e a coleta. A adoção desses cuidados dentro de casa ajuda a proteger não apenas os trabalhadores da limpeza urbana, mas também familiares, vizinhos e outras pessoas que possam entrar em contato com os resíduos.

Fonte: Campo Grande News

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