A derrota dos rios e o surgimento do turismo pantaneiro
A economia pantaneira sempre esteve associada aos elementos da natureza e suas transformações. Primeiro, foram as construções dos fortes para proteger dos ataques indígenas e dos paraguaios. Fortes construídos ao longo dos rios da região. Foi com eles que o rio Paraguai foi transformado na principal via de transporte entre o Mato Grosso do Sul com o Rio de Janeiro e São Paulo. Rio sobe, rio desce,
Redação Diário Pantanal
30/10/2026, 08:00

A economia pantaneira sempre esteve associada aos elementos da natureza e suas transformações. Primeiro, foram as construções dos fortes para proteger dos ataques indígenas e dos paraguaios. Fortes construídos ao longo dos rios da região. Foi com eles que o rio Paraguai foi transformado na principal via de transporte entre o Mato Grosso do Sul com o Rio de Janeiro e São Paulo. Rio sobe, rio desce, propaga-se a pecuária. No inicio do século XIX, propaga-se a pecuária.
De início, era um braço de apoio à mineração do ouro do vizinho Mato Grosso. Progressivamente, tornou-se a atividade econômica mais importante da região. Em pouco tempo, algo como 98% do Pantanal foi ocupado por extensas fazendas de gado. Esse crescimento desobrigado só ocorreu devido ao fluxo normal das águas pantaneiras. Rio sobe, rio desce. Imensas áreas de pasto naturais eram revigorados anualmente. Eram, deixaram de ser. O monopólio de transporte do Rio Paraguai.
Foi assim que o Rio Paraguai monopolizou o transporte de todo e qualquer produto que por aqui chegava e saia. No meio desse crescimento, surgiram as charqueadas. Por breve tempo, foram a ponta de lança da economia regional. O charque era escoado pelo Rio Paraguai. A estrada de ferro derrotou o rio. Em meados do século passado, com a instalação da Ferrovia Noroeste do Brasil, ligando o centro industrial desenvolvido de São Paulo com Campo Grande, as charqueadoras desapareceram.
O gado passou a ser levado para o abate em São Paulo pelos trilhos da NOB. O rio foi derrotado, perdeu importância. A grande cheia de 1.982 e o turismo salvador. A pecuária pantaneira, junto com a derrota do rio, entrou em decadência. Culmina com a grande cheia de 1.982, considerada a maior do século, reduzindo drasticamente a pastagem para o gado e aumentando as dificuldades de acesso às fazendas no interior do Pantanal. Mas não foi só essa cheia que levou à quebra de muitos fazendeiros.
Eles não tinham incorporado as novas técnicas de produção e perderam competitividade frente a outras áreas do Sudeste brasileiro. Tornaram-se obsoletos. Turismo empresarial no Pantanal. A partir da decadência da pecuária, tem inicio o desenvolvimento da atividade turística no Pantanal. Pode parecer estranho, mas esse turismo já era empresarial. Moderno. Desde o início, adotaram os chamados “pacotes turísticos”. Pescaria e contemplação passaram a ser importantes para a economia pantaneira.
Fonte: Campo Grande News


